Debaixo d’água, o esforço é maior
Por Mario Camelo (mario.camelo@oglobo.com) | Agência O Globo – 17.03.12
O verão está quase acabando. No entanto, uma nova modalidade aeróbica, que fez sucesso durante a estação, promete continuar a todo vapor. O hidrospinning se tornou mania e conquista um número crescente de adeptos, interessados nas vantagens proporcionadas pela atividade.
A aula nada mais é do que um spinning feito debaixo d’água; por isso, o consumo de calorias é muito maior, e o risco de lesões também é reduzido.
- Em 45 minutos de exercícios, a perda ultrapassa as 500 calorias, mais do que o spinning de solo, por causa da resistência da água – afirma Fernando Brandão, coordenador de esportes aquáticos e musculação da academia Tio Sam Gym Center.
Por ter um risco menor de lesões, qualquer pessoa pode participar. Na Tio Sam, as idades das alunas vão de 11 a surpreendentes 80 anos, e ainda há uma grávida na turma, situações improváveis em se tratando do spinning tradicional.
As bicicletas também são diferentes, feitas de alumínio para que possam submergir.
- São usadas quatro posições durante a aula. E apesar de ser um exercício de alta intensidade, o impacto não é grande pelo fato de a bicicleta estar submersa – explica a severa professora Tamia Casalini, que estimula as alunas com música agitada e muitas expressões de incentivo, como “Força! Não desanima!”
Após 45 minutos de aula, é notável o cansaço no rosto das praticantes; porém, uma salva de palmas de alívio mostra que a satisfação pessoal é muito maior.
- Cansa, mas recomendo. Esse exercício debaixo d’água é muito mais gostoso – relata Nury Etchichury, de 80 anos, que dá uma dica para as iniciantes: usar sapatilhas para proteger os pés.









